Alias, finalmente consegui colocar uma finalidade nesse blog: auto conhecimento.
Percebi que quando eu exteriorizo o que estou pensando - tanto falando quanto escrevendo - parece que algo que parecia tão aterrador dentro de mim, se mostra algo não tão assustador assim.
Eu prefiro escrever, pois consigo editar, pensar em palavras que possam me ajudar a descrever o que estou sentindo. Falando, é um pouco mais complicado pois dificilmente eu consigo dizer algo sem me dar uma tremenda vontade de chorar. E eu ainda não sei se esse choro é de alívio ou de emoção por simplesmente não conseguir falar sobre meus sentimentos sem chorar
Mas enfim, o que me trouxe a escrever hoje foi: estou perdida.
Estou num conflito imenso sobre o que fazer da minha vida (profissionalmente falando).
Tenho um filho pequeno, um marido se formando em Ciências Contábeis (e gostando do que faz) e uma abençoada ajuda financeira do meu sogro (digo isso por ambos estarmos desempregados)
Eu me formei há 6 anos em Comércio Exterior (não gostei nadinha do curso) porém trabalhei há 2 anos na área de exportação e gostava do que fazia... Até estava procurando uma especialização para poder ajudar a empresa a alavancar. Porém, devido a crise, a empresa não conseguiu se manter e abriu falência em nem um ano de funcionamento.
Mas, hoje, eu avalio se eu realmente gostava do que fazia ou se era cômodo para mim: eu não tinha colegas de trabalho, apenas meus dois chefes
Então, realmente, essa pergunta ainda tenho de responder: eu realmente gostei do trabalho ou eu só queria ajudar uma empresa nova a alavancar? Será que eu iria gostar de trabalhar nisso novamente? Seria prazeroso trabalhar em um lugar que eu tivesse todas as minhas tarefas pré feitas, seguindo uma rotina profissional e não precisando me esforçar em correr atrás de nada?
Preciso responder isso.
Vida de empreendedor é isso. Viver correndo atrás, viver pesquisando e se aprimorando, não importa em qual ramo. Ser empreendedor é ser o chefe. É delegar funções ou fazê-las todas sozinhas, pois, de início, quem tem capital para contratar um assistente?
Eu quero correr atrás pra sempre ou simplesmente achar um emprego com tudo certinho e apenas fazer? A segunda opção é tão mais simples... Não que achar um emprego esteja tão fácil, ultimamente... Mas só a ideia dele estar lá, já é gratificante. Ou será que não?
Será que não seria mais gratificante se eu apenas aceitasse o fato de não querer seguir uma "rotina comum" e fazer o que gosto? Mas, afinal, do que eu gosto?
Sei de uma que gosto e outra que não: trabalhos manuais e rotina.
Agora, o que eu farei com isso, é outra história...
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