sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Era para ser um post sobre empreendedorismo.

Eu queria ter bem mais disciplina para escrever por aqui. Afinal, meu intuito aqui não é alcançar multidões e sim o auto conhecimento (e também aprender a manejar melhor essa ferramente e tentar me disciplinar)

Alias, finalmente consegui colocar uma finalidade nesse blog: auto conhecimento.
Percebi que quando eu exteriorizo o que estou pensando - tanto falando quanto escrevendo - parece que algo que parecia tão aterrador dentro de mim, se mostra algo não tão assustador assim.

Eu prefiro escrever, pois consigo editar, pensar em palavras que possam me ajudar a descrever o que estou sentindo. Falando, é um pouco mais complicado pois dificilmente eu consigo dizer algo sem me dar uma tremenda vontade de chorar. E eu ainda não sei se esse choro é de alívio ou de emoção por simplesmente não conseguir falar sobre meus sentimentos sem chorar (essa minha lua em câncer em conflito com meu sol sagita e meu asc em caprica chega a ser irritante).

Mas enfim, o que me trouxe a escrever hoje foi: estou perdida.
Estou num conflito imenso sobre o que fazer da minha vida (profissionalmente falando).

Tenho um filho pequeno, um marido se formando em Ciências Contábeis (e gostando do que faz) e uma abençoada ajuda financeira do meu sogro (digo isso por ambos estarmos desempregados)
Eu me formei há 6 anos em Comércio Exterior (não gostei nadinha do curso) porém trabalhei há 2 anos na área de exportação e gostava do que fazia... Até estava procurando uma especialização para poder ajudar a empresa a alavancar. Porém, devido a crise, a empresa não conseguiu se manter e abriu falência em nem um ano de funcionamento.
Mas, hoje, eu avalio se eu realmente gostava do que fazia ou se era cômodo para mim: eu não tinha colegas de trabalho, apenas meus dois chefes (não tenho problema algum em fazer amizades, pelo contrário. Porém eu sou bem bobinha no quesito "avaliar pessoas" e bem, no trabalho, nem todos são seus amigos...), podia usar a cor de cabelo que eu quisesse e caso necessário, eu podia sair mais cedo ou entrar mais tarde por conta do Renato (eu cheguei a não ir trabalhar um dia simplesmente por não ter dormido a noite e disse que não iria por não conseguir ser produtiva no dia. Que patrões ficariam ok com isso????).
Então, realmente, essa pergunta ainda tenho de responder: eu realmente gostei do trabalho ou eu só queria ajudar uma empresa nova a alavancar? Será que eu iria gostar de trabalhar nisso novamente? Seria prazeroso trabalhar em um lugar que eu tivesse todas as minhas tarefas pré feitas, seguindo uma rotina profissional e não precisando me esforçar em correr atrás de nada?
Preciso responder isso.

Vida de empreendedor é isso. Viver correndo atrás, viver pesquisando e se aprimorando, não importa em qual ramo. Ser empreendedor é ser o chefe. É delegar funções ou fazê-las todas sozinhas, pois, de início, quem tem capital para contratar um assistente?

Eu quero correr atrás pra sempre ou simplesmente achar um emprego com tudo certinho e apenas fazer? A segunda opção é tão mais simples... Não que achar um emprego esteja tão fácil, ultimamente... Mas só a ideia dele estar lá, já é gratificante. Ou será que não?

Será que não seria mais gratificante se eu apenas aceitasse o fato de não querer seguir uma "rotina comum" e fazer o que gosto? Mas, afinal, do que eu gosto?

Sei de uma que gosto e outra que não: trabalhos manuais e rotina. 
Agora, o que eu farei com isso, é outra história...

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